Ozonioterapia: técnica eficiente e de baixo custo

O ozônio é um gás incolor e com odor característico produzido a partir do oxigênio, por um equipamento específico através de uma descarga elétrica. No ambiente, o ozônio tem a função de proteger o ecossistema contra raios ultravioletas, conhecidos por causarem câncer de pele, porém, o que poucos sabem, é que o gás ozônio têm grande poder medicinal melhorando e acelerando o processo de cicatrização e recuperação de inúmeras patologias.

 

A Alemanha foi a pioneira nas pesquisas feitas com o ozônio, assim com o desenvolvimento do aparelho que produz o ozônio a partir do oxigênio. Os médicos passaram a utilizar em diferentes enfermidades e seu uso então, se difundiu pela Europa.

            Em 1975, chegou ao Brasil, mas foi somente na década de 90 que seu uso ganhou um maior destaque.

            A ozonioterapia pode ser utilizada de modo isolado ou complementar, uma vez que ela oxida o local afetado, proporcionando uma ação antisséptica, analgésica e anti-inflamatória e ainda, melhora a circulação periférica e a oxigenação.

            O tratamento pode ser utilizado em diversas patologias como feridas, laminites, problemas musculares e ortopédicos, tendinites, artrites, afecções bacterianas, fúngicas, virais, osteomielite, pós-cirúrgico, neoplasias, entre outros. Além disso, a ozonioterapia pode ser usada para potencializar e melhorar a performance e a recuperação em cavalos atletas.

            Pode ser aplicado de diversas formas, sendo que as mais utilizadas são a aplicação do gás diretamente no local da lesão, por via intramuscular, intracavitária, subcutânea, intra-vaginal, vesical, insuflação retal, intra-articular, auto-hemoterapia, além de suas diferentes formas apresentadas como óleo e água.

   Existem relatos e estudos em todo o mundo, confirmando os bons resultados desse método.

            Como todo tratamento, a ozonioterapia tem contraindicações. É de caráter proibitivo a inalação do ozônio em gás, pois pode gerar danos as vias respiratórias e ainda levar a morte. Também não é indicado a associação com solução salina, por poder causar vasculite e, em animais que estejam muito debilitados, pois pode piorar o quadro por estresse oxidativo.

É de suma importância que os profissionais estejam capacitados, para que possam fazer de forma correta a indicação, dosagem, forma de aplicação e as condições da ozonioterapia, já que doses excessivas de ozônio podem causar ainda mais danos aos pacientes, como também baixas doses podem ser ineficientes, tornando dessa forma imprescindível o cuidado no preparo e no uso da técnica de ozonioterapia, permitindo que se obtenha sucesso nessa terapia inovadora e diferenciada.

É ainda importante ressaltar que o gás gerado pela combinação entre oxigênio e ozônio não gera qualquer dano ao meio ambiente.

Portanto, a ozonioterapia é uma modalidade terapêutica eficaz, de fácil aplicação, baixo risco, eficiente e ainda de baixo custo.

Colaboração: Dra. Tatiana Bragante Menezes Camargo – CRMV-SP: 17.184.

Contato: [email protected] (11)98228 4476.

E Dr. Bruno Zambelli Loiacono – CRMV-SP: 36.431.

Contato: [email protected] (11) 95558 4110

Fonte: cavaleironews